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Lista de ODEBRECT: liberada

Tereza Cruvinel Colunista 247

Tereza Cruvinel Colunista 247

Tereza Cruvinel

Colunista do 247, Tereza Cruvinel é uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País

Odebrecht sugere delação de todos os partidos (O que os golpistas queriam evitar!!!!  Michou)

22 de Março de 2016
Muita gente do mundo político dormiu mal na noite passada, pensando na “colaboração definitiva” de todos os executivos da Construtora Odebrecht com a Operação Lava Jato. Uma pergunta vai incomodar mais que um pernilongo: eles farão uma delação seletiva, atingindo apenas o PT e autoridades do atual governo ou vão espalhar o foto, revelando a antiguidade e a extensão da conexão entre financiamento eleitoral e contratos com o setor público?
A nota da construtora traz uma pista quando afirma: “Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato – que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país - seguimos acreditando no Brasil”.

O grifo é meu. A referência ao financiamento ilegal e ilegítimo do “sistema partidário-eleitoral” não remete a um partido, mas ao sistema. Logo, ao conjunto. Há nesta afirmação da nota uma coerência com rumores de que Marcelo Odebrecht, preso desde junho, teria dito que se decidisse falar, falaria de todos e não só de um partido.

Sintomaticamente, segundo o Jornal Nacional, os procuradores da Lava Jato disseram não existir nenhum acordo negociado com os executivos da construtora e que novas delações serão examinadas segundo a prioridade e o interesse das investigações. Nesta altura da marcha contra o mandato de Dilma Rousseff, a delação da Odebrecht, se ampla e irrestrita, pode ter deixado de interessar. Uma bomba de alta detonação teria reflexos diretos sobre o processo de impeachment.
Pelo menos na nota a Odebrecht põe o dedo na ferida. O conluio entre partidos e empresas que prestam serviços ao Estado brasileiro não nasceu com o PT. Vem de longe e sempre foi gerido de forma competente pelos antecederam o PT no governo. A Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal nunca o ignoraram, apenas não tiveram o mesmo interesse de hoje em desvendá-lo. A gloriosa imprensa também. O erro do PT, que sempre defendeu o financiamento público de campanhas, foi ter aderido a ele para se manter no governo, na vã ilusão de que continuariam fazendo vista grossa.

Abaixo, a nota da Odebrecht.

COMPROMISSO COM O BRASIL
As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato. A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União.
Esperamos que os esclarecimentos da colaboração contribuam significativamente com a Justiça brasileira e com a construção de um Brasil melhor.
Na mesma direção, seguimos aperfeiçoando nosso sistema de conformidade e nosso modelo de governança; estamos em processo avançado de adesão ao Pacto Global, da ONU, que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção; estabelecemos metas de conformidade para que nossos negócios se enquadrarem como Empresa Pró-Ética (da CGU), iniciativa que incentiva as empresas a implantarem medidas de prevenção e combate à corrupção e outros tipos de fraudes. Vamos, também, adotar novas práticas de relacionamento com a esfera pública.
Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato – que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país – seguimos acreditando no Brasil.
Ao contribuir com o aprimoramento do contexto institucional, a Odebrecht olha para si e procura evoluir, mirando o futuro. Entendemos nossa responsabilidade social e econômica, e iremos cumprir nossos contratos e manter seus investimentos. Assim, poderemos preservar os empregos diretos e indiretos que geramos e prosseguir no papel de agente econômico relevante, de forma responsável e sustentável.
Em respeito aos nossos mais de 130 mil integrantes, alguns deles tantas vezes injustamente retratados, às suas famílias, aos nossos clientes, às comunidades em que atuamos, aos nossos parceiros e à sociedade em geral, manifestamos nosso compromisso com o país. São 72 anos de história e sabemos que temos que avançar por meio de ações práticas, do diálogo e da transparência.
Nosso compromisso é o de evoluir com o Brasil e para o Brasil” 

Lista da Odebrecht tem Aécio, Cunha e 200 nomes

Odebrecht

Odebrecht

 

Um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal na Odebrecht durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, é uma lista de possíveis repasses da empreiteira a mais de 200 políticos, com nomes e valores recebidos; conforme afirma o jornalista Fernando Rodrigues, que divulgou a lista, trata-se do mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela da empresa descoberta e revelada ontem na investigação; presença de políticos na relação, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atinge oposição e governo; não identificados, contudo, chamaram a atenção dos investigadores, sobretudo pelo grande volume de recursos que teriam recebido, como é o caso de “Mineirinho”, apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014; as entregas, segundo as planilhas, teriam sido feitas em Belo Horizonte
23 de Março de 2016                                                                                                                                                                                                                    

247 - Nas buscas que realizou na Odebrecht durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, no dia 22 de fevereiro, a Polícia Federal apreendeu uma lista do que seriam repasses de propina da empreiteira a políticos. A relação traz mais de 200 nomes e os valores recebidos, atingindo governo e oposição.
Estão presentes, por exemplo, os nomes do senador Aécio Neves (PSDB-MG), do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dos senadores José Sarney (PMDB-AP), Romero Jucá (PMDB-RR) e Humberto Costa (PT-PE), do chefe de Gabinete da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, do PT, do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.
Não identificados, contudo, chamaram a atenção dos investigadores, sobretudo pelo grande volume de recursos que teriam recebido, como é o caso de “Mineirinho”, apontado como destinatário de R$ 15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014. As entregas, segundo as planilhas, teriam sido feitas em Belo Horizonte.
Conforme afirma o jornalista Fernando Rodrigues, que divulgou a lista, trata-se do mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela da empresa descoberta e revelada ontem na investigação. Segundo a PF, o executivo Marcelo Odebrecht também estava envolvido no pagamento de propinas.

Líder do PSDB é o ‘Almofadinha’ em lista da Odebrecht da década de 80

 

Antônio Imbassy

Antônio Imbassy

Um dos maiores agitadores do golpe, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antônio Imbassahy, está entre os políticos de uma lista de propina da Odebrecht da década de 1980; com o codinome ‘Almofadinha’, Imbassahy é listado como beneficiário da obra da barragem de Pedra do Cavalo, quando ele era presidente da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba); o tucano ficou no cargo entre 1979 e 1984, cinco dos seis anos de execução da obra
                                                                                                                                          Neste mesmo período ele foi também membro e depois presidente do Conselho da Companhia do Vale do Paraguaçu, a DESENVALE, estatal que contratou a obra.

O deputado federal baiano Jorge Solla (PT) encaminhou nesta quarta-feira (23) ofício à Polícia Federal em Curitiba para que seja publicitado o encaminhamento dado aos documentos da contabilidade paralela da Odebrecht da década de 80 entregue pelo parlamentar às investigações da Operação Lava-Jato.

“O livro de códigos, por exemplo, pode ter ajudado a revelar a identidade de algumas pessoas, há pelo ao menos cinco codinomes que aparecem nas listas divulgadas na contabilidade do ano passado que já existiam na década de 80. Há também o número de contas em paraísos fiscais em que podem haver movimentações recentes de recebimento de propina”, diz Solla.

O petista destaca que a apuração sobre a origem do esquema criminoso tem “forte interesse público para que se registre na história a verdade sobre a corrupção no país”. Ele cobrou ainda explicações dos políticos citados nos documentos.

“Os corruptos da Odebrecht precisam se explicar publicamente. Não terão a punição da Justiça porque naquela época a impunidade era regra e os crimes prescreveram. Mas a verdade vir à tona é fundamental para que saibamos separar quem de fato combate a corrupção de quem se beneficiou dela toda a vida e agora se utilizada de bravatas hipócritas para tomar o poder. O tribunal das urnas saberá julgar estes políticos”, completou.

Nesta quarta-feira, a ex-funcionária da Odebrecht que entregou os documentos à Solla, Conceição Andrade, revelou em entrevista ao jornal O Globo detalhes da operação do pagamento de propina à época: “Muitos desses manuscritos entregues à CPI eram bilhetes que eu recebi do meu gerente para operacionalizar os pagamentos. Eu embalei muito dinheiro em caixas”, disse.

O documento apreendido pela Polícia Federal tem figurões da política nacional como o senador Jader Barbalho (PMDB), o ex-ministro Edson Lobão (PMDB), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), o ex-deputado João Agripino Maia Neto, o empresário Fernando Sarney, o deputado José Sarney Filho e a ex-governadora Roseana Sarney.

Na lista, o PMDB pernambucano aparece relacionado com a obra do metrô de Recife. Aparecem também os nomes de cinco ex-governadores e dois ex-senadores que já saíram da política.

PF investiga fraude de R$ 170 mi no governo Alckmin

 

Alckmin Rodoanel

Alckmin Rodoanel

 

Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão investigando indícios de superfaturamento e fraude à licitação nas obras do Trecho Norte do Rodoanel, com 47,6 km de extensão, que liga as rodovias Bandeirantes e Presidente Dutra; obra é de responsabilidade da Desenvolvimento Rodoviário S/A, estatal controlada pela gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB); suspeita é de que pelo menos R$ 170 milhões nos custos de terraplenagem da construção foi autorizado pela estatal para beneficiar empreiteiras

23 de Março de 2016 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                

SP 247 - A Polícia Federal está investigando indícios de superfaturamento e fraude à licitação nas obras do Trecho Norte do Rodoanel, com 47,6 km de extensão, que liga as rodovias Bandeirantes e Presidente Dutra. A obra é de responsabilidade da Desenvolvimento Rodoviário S/A, estatal controlada pela gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A suspeita da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin) é que houve aumento de pelo menos R$ 170 milhões nos custos de terraplenagem da construção foi autorizado pela estatal para beneficiar empreiteiras.
Nesta terça-feira, 22, o Ministério Público Federal (MPF) intimou a Dersa a enviar cópias de todos os contratos e aditivos relacionados ao Trecho Norte. A apuração de suposto desvio virou alvo das instituições porque a obra recebe repasses do governo federal.
As modificações foram feitas a cinco meses do fim do prazo contratual da obra, que deveria ter sido concluída em fevereiro. Agora, a promessa é entregá-lo em março de 2018.
Pelos contratos assinados em 2013, no valor total de R$ 3,9 bilhões, o custo previsto com terraplenagem em toda a obra era de R$ 423,7 milhões. Planilhas de pagamentos da Dersa obtidas pelo Estado mostram que, até janeiro deste ano, o valor atualizado para esse serviço era de R$ 845,4 milhões, um aumento de 99,6%.
A Dersa nega qualquer favorecimento às construtoras que executam os seis lotes da obra e afirma que teve de incluir novos serviços nessa etapa da construção por questões geológicas, por causa dos riscos de impacto em moradias do entorno, além de grandes deslocamentos de terra que não estavam previstos. 

 

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