GRUPO DE ESTUDOS EDUCAÇÃO & MERLEAU-PONTY (GEMPO)

Portal do GPMSE/GEMPO: Estudos Educação e Merleau-Ponty

Márcia Santos Ferreira comunica.

O Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação nasPeriferias Urbanas da UERJ/Febf torna público que está aberta a chamada para submissão de artigos visando compor os números de 2015 da Revista Periferias.

Periferia é uma publicação semestral, voltada para a publicação de textos inéditos na área de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais. A revista publica artigos e resenhas, priorizando os campos da educação, da comunicação e da cultura, e conta com a colaboração de pesquisadores nacionais e estrangeiros.

Observações importantes:
1. Os textos devem ser enviados exclusivamente através do site da revista - http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/periferia/index;
2. Todos os autores devem estar cadastrados no site.

3. Prazo máximo para envio: 30/09/2015


Ivan Amaro (Ivanildo Amaro de Araujo)
Professor Adjunto do Departamento de Formação de Professores – FEBF/UERJ
Coordenador Adjunto do PPGECC – Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas – FEBF/UERJ

NOTA DO MST SOBRE AMEAÇAS DE MORTE NO MATO GROSSO

 Nota de denuncia

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST/MT) vem por meio desta denunciar ameaças de morte proferidas por fazendeiros contra os trabalhadores rurais que ocuparam a fazenda Vila Rica em Rondonópolis/MT, na madrugada do dia 24/08 (segunda feira).

 

A polícia civil esteve no local e acreditamos que esteja cumprindo seu papel. No entanto, pouco depois, a policia militar e vários fazendeiros chegaram no local, momento em que estes últimos proferiram ameaças como: “Estouro o miolo de uns dois que aí resolvemos o problema”.

 

O Mato Grosso é um dos estados com maior índice de concentração fundiária, razão pela qual é um estado com fortes movimentos de luta pela terra, já que essa situação acarreta diversos problemas sociais e ambientais.

Nesse sentido, na semana passada (18) o governo do estado se reuniu com o MST para discutir reivindicações variadas. Durante a audiência o governador Pedro Taques garantiu que o seu governo seria um governo de diálogo e que a policia militar seria uma força reguladora não violenta.

Por essa razão, acreditamos que o governo respeitará seu compromisso e estabelecerá um diálogo junto ao comando da policia de Rondonópolis, zelando pela segurança de todos, inclusive das famílias, crianças e mulheres que lá estão.

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Rua Ponta Porã, 575 – Bairro Alvorada, Cuiabá – MT, Tel. 65 3052-6234, email – mstmt@mst.org.br

LUTAR, CONSTRUIR REFORMA AGRÁRIA POPULAR!

Professores e policiais civis aprovam greve geral no Rio Grande do Sul

 

Em mais um capítulo da crise no Rio Grande do Sul,professores, funcionários da saúde e policiais civis resolveram parar, por três dias, em protesto contra o governo de José Ivo Sartori (PMDB). Policiais militares também aderiram ao movimento.

Em assembleia realizada na tarde desta terça (18), os servidores públicos aprovaram a greve geral –os policiais militares, que são proibidos por lei de fazer greve, decidiram iniciar uma “operação­padrão”: não vão sair as ruas em veículos com documentação irregular (com multas ou IPVA vencidos) nem coletes salva­vidas fora do prazo de validade.

“Os carros irregulares não vão sair e são muitos”, afirmou presidente da Associação dos Policiais de Nível Médio da Brigada Militar, Leonel Lucas.

A Secretaria da Segurança Pública afirma que compreende a situação dos servidores e que mantêm o “diálogo aberto”. Em nota, o órgão diz “plena confiança de que o efetivo manterá o atendimento à população”.

Em rápido pronunciamento no final da tarde desta terça, o governador afirmou que irá descontar os dias parados dos salários dos grevistas. “Já determinei aos secretários que presença será presença, e falta será falta”, afirmou o peemedebista. Ele pediu ainda que os servidores não suspendam as atividades “pelo bem do povo gaúcho”.

Os funcionários públicos protestam contra o parcelamento de salários, congelamento dos reajustes e mudanças naaposentadoria. As medidas são iniciativas de Sartori para enfrentar a crise do Estado que resultou nobloqueio das contas pelo governo federal por causa do atraso do pagamento da dívida com a União.

Na segunda­feira retrasada (3), os servidores fizeram uma paralisação de 24 horas. Na ocasião, a população sofreu com a redução do policiamento nas ruas de Porto Alegre –o que deve voltar a acontecer nesta quarta, quinta (20) e sexta (21).

MANIFESTAÇÃO

Cerca de 50 mil servidores, segundo a organização do protesto, marcharam em direção ao Palácio do Piratini, sede do governo. Os manifestantes cantavam frases de efeito como “Sartori não te bobeia, tu vai parar na cadeia”.

Policias civis seguravam cruzes pretas simbolizando a “morte da segurança pública”.

Das janelas, moradores aplaudiam e jogavam pedaços de papel picado.

“A população entende o nosso lado. Não temos as mínimas condições de trabalho”, diz a escrivã de polícia Marisa Santana, 54.

“Temos de trabalhar como a lei determina, por isso faremos a operação­padrão. Se a polícia para, quem sofre é o povo”, diz o tenente da Brigada Militar (a PM gaúcha), Márcio Costa, 46.

Centenas de servidores entraram na Assembleia, invadindo corredores e o plenários. O objetivo é pressionar os deputados para que não aprovem o pacote de Sartori com congelamento de salários, extinção de fundações e aumento de impostos. Os deputados têm mais duas semanas de prazo para votar os projetos.

CRISE

Os servidores temem um novo atraso no pagamento dos salários, como ocorreu em julho. Na ocasião, o governo Sartori pagou em dia somente os funcionários com salário até R$ 2.150. O restante foi pago com 12 dias de atraso, antecipando uma terceira parcela para evitar uma intervenção federal no Estado.

O STF decidiu que o governo gaúcho não poderia parcelar os vencimentos –o governo tenta um recurso. As contas do Estado estão bloqueadas por atraso no pagamento da dívida com a União.

Apesar de ser o quarto Estado mais rico do país e ter bons indicadores sociais, o Rio Grande do Sul convive há anos com alguns dos piores números das finanças públicas no país –por isso, é chamado de a “Grécia brasileira”.

É o Estado mais endividado, está na lanterna no ranking de investimentos e permanece entre os líderes de gastos com pessoal no país.

Agenda genocida Brasil

“Quando os povos indígenas imaginam que a tempestade de ameaças às suas vidas e direitos, já passou, aparecem outros mais. E conseguem ser  ainda piores”, escreve Egon Heck, do Secretariado Nacional do CIMI, ao enviar o artigo que publicamos a seguir.

Eis o artigo.

Quando se pensava que os abomináveis decretos de morte contra os povos indígenas estariam superados e finalmente a justiça abriria suas asas sobre um milhão de nativos originários deste país, é anunciado um novo plano genocida e etnocida. Desta vez a iniciativa vem do presidente do Senado, com o aval complacente do governo. É a agenda mata índio Brasil.

O que os povos indígenas poderão esperar do casamento do modelo ultra neoliberal, com o sistema desenvolvimentista ora em curso?

Pela primeira vez, desde o “milagre brasileiro” no início da década de 1970, os povos indígenas são explicitamente intimados a uma agenda de entrega de seus territórios e recursos minerais à sanha dos interesses econômicos e políticos no poder. São acusados de serem obstáculos para a superação da crise por que passa o país. É a versão atualizada do Projeto de “Emancipação” do ministro do Interior, General Rangel Reis. É a tentativa de impor o projeto da “aculturação”, que Bernardo Cabral tentou impor aos povos indígenas com seu substitutivo na Constituinte em 1988. É a proposta de criação das colônias Indígenas, com lotes de terra por família indígena, que o Projeto Calha Norte tentou impor, a partir de 1986. Enfim, é o resumo de todas essas propostas antiindígenas que voltam com essa Agenda proposta por Renan Calheiros, presidente do Senado.

As terras indígenas são consideradas entraves para a recuperação da atual crise por que passa o país. Como sábia medida redentora propõe-se a revisão dos marcos jurídicos que possibilitem acelerar as obras de infraestrutura. A proposta tem o claro objetivo de transformar essas terras em locais de atividades produtivas, torná-las rentáveis, ou seja, disponibilizá-las à agenda do agronegócio.

“Não se leva em conta, como de costume, os povos tradicionais que ali habitam, suas culturas e hábitos, e muito menos os serviços prestados por estes territórios preservados, como a regulação climática, a produção de chuvas e a manutenção da biodiversidade, entre outros. A proposta também quer incentivar a mineração a partir da implementação de um novo marco jurídico para o setor. Isso vai gerar uma corrida, sem regra conhecida e com potencial dramático de destruição, às riquezas que hoje pertencem à União” (Greenpeace, 11/08/15).

Diante de mais essa ameaça, os povos indígenas mobilizados em Brasília manifestaram sua repulsa a mais esse plano de morte, e reafirmaram sua disposição de retornar aos territórios tradicionais dos quais foram expulsos, e realizarem aos autodemarcações de suas terras.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB também condenou veementemente mais essa ameaça de morte: “Nós somos filhos da terra, alimentados pela força espiritual dos nossos ancestrais, e é por ela e por toda a Natureza e todo Ser que soltamos o nosso canto e clamor, e erguemos os nossos maracás, nossos punhos e arcos para lutar em defesa da vida e dos direitos, das nossas atuais e futuras gerações” (Manifesto dos Participantes do II Encontro Nacional de Culturas Indígenas e APIB- São Paulo 15/08/15).

Resistência indígena vence ministro

Na semana passada, a delegação dos povos indígenas do Mato Grosso do SulRio Grande do Sul e Santa Catarina, permaneceu por mais de dez horas no auditório do Ministério da Justiça, com a firme determinação de que de lá não sairiam sem ter um encontro com o ministro José Eduardo Cardozo.

Na carta entregue ao ministro da Justiça e a representantes de outros ministérios, os índios foram categóricos: “Assim como os senhores, que representam o Executivo brasileiro estão hoje articulados com os poderes Legislativo e Judiciário, empenhados na defesa do ruralismo, promovendo a paralisação política das demarcações de nossas terras tradicionais e o extermínio de nossos direitos previstos na Constituição de 1988, nós povos indígenas queremos dizer que também estamos articulados para retomar nossos territórios e garantir na prática a vida e a cultura de nossos povos, mesmo que isso signifique nossa morte, morte que o Governo e o Estado brasileiros decretam quando nos condenam a viver na beira das rodovias em condições sub-humanas de vida”.

Recado sem rodeios

“Nós, povos indígenas a muito deixamos de sermos tutelados, e dizemos aos senhores que temos plena capacidade de analisar a conjuntura política e compreender as relações que se estabelecem para diminuir e atacar nossos direitos. Exigimos respeito e repudiamos os discursos demagógicos que os senhores fazem para enrolar nosso povo. Voltamos a insistir senhores. Não queremos discursos. Fomos claros e objetivos, queremos respostas claras e objetivas para nossas exigências” (Documento entregue a ministros e seus representantes).

Em defesa das Universidades Públicas

Em manifesto*, SBPC e ABC alertam para a situação crítica vivenciada neste momento pelas universidades públicas

A Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência vêm, através do presente documento, alertar para a situação crítica vivenciada neste momento pelas Universidades públicas.

Nelas está concentrada a quase totalidade da pesquisa científica produzida no Brasil, que tem gerado conhecimento e inovações importantes para a população brasileira e para o protagonismo internacional do país.  Desempenham também um papel fundamental na formação de recursos humanos em nível de graduação e de pós-graduação, indispensáveis para o desenvolvimento do país.

Esse grande patrimônio está ameaçado, de um lado, pela redução drástica de verbas, que compromete a continuidade das pesquisas, a qualidade do ensino e o processo de inclusão social realizado nos últimos anos; de outro, por impropriedades da legislação atual e de propostas de origem sindical. Estas corroem a identidade, o ethos e a missão da Universidade, ao banalizar a progressão na carreira; restringir o ingresso de docentes ao nível remuneratório inicial, impedindo assim o ingresso de pesquisadores de reconhecida competência em níveis compatíveis com as suas qualificações; menosprezar processos avaliativos; e esvaziar a representação dos docentes nos órgãos colegiados.

Por isso mesmo, é fundamental que as propostas relativas à carreira docente e à gestão das universidades, que fazem parte da pauta sindical, não sejam aprovadas pelo governo, nas negociações para encerrar a greve que afeta essas instituições.

É urgente que os seguintes pontos sejam considerados.

  1. Excelência na diversidade. À sociedade que a sustenta, a Universidade pública deve a excelência no cumprimento de seu plano de metas e de sua função social. Excelência que pode se manifestar de forma diferenciada para cada instituição, de acordo com sua vocação e com as necessidades regionais, envolvendo um ou mais focos de atuação, como a pesquisa de fronteira, a formação de profissionais para o mercado de trabalho ou de professores para a educação básica, ou ainda a participação em processos de inovação tecnológica nas empresas ou de inovação social.
  2. Avaliação externa constante. Visando a aferição do bom uso de recursos públicos pela Universidade, o princípio da avaliação externa por pares, levando em conta a necessária diversidade das Universidades públicas e o plano de metas da instituição, deve estar sempre presente.
  3. Gestão responsável. A gestão deve ser atribuída predominantemente e sem ambiguidade a quem é inevitavelmente apontado pela sociedade como responsável pelo sucesso ou fracasso da instituição: o seu quadro docente. Neste sentido, devem ser respeitados, no momento atual, os percentuais que regem, na legislação vigente, a composição dos órgãos colegiados e de eventuais consultas à comunidade universitária.
  4. Uma carreira docente que estimule o mérito e atraia pesquisadores talentosos. As classes da carreira docente devem ser mantidas, pois definem claramente os diferentes estágios alcançados pelo professor, ao longo da carreira universitária. Em particular, a classe de Professor Titular deve caracterizar a maturidade e liderança intelectual, científica e profissional de um professor pleno, cuja avaliação não pode ignorar padrões internacionais. O patamar já alcançado pelas Universidades públicas no país requer que o título de doutor, conferido por Universidade ou Instituição de Ensino e Pesquisa de reputação reconhecida, seja exigido para ingresso na carreira. Esta deve ter múltiplos pontos de entrada, correspondentes aos níveis iniciais das diferentes classes, incluindo a possibilidade de ingresso como professor adjunto ou titular. Isso permite que os corpos docentes se enriqueçam com pessoas de reconhecida competência intelectual, científica, ou artística, desenvolvida em institutos de pesquisa, instituições de ensino que não sejam IFES, órgãos de governo e empresas, no país ou no exterior. No mesmo sentido, o uso da língua portuguesa não deve ser obrigatório nos concursos.
  5. Promoções com avaliação e concursos abertos para Titular. As promoções entre níveis e classes diferentes devem ser analisadas por bancas que tenham maioria de membros externos. Em especial, o nível de Titular deve ser acessado através de concurso público aberto, e não deve ser considerado como uma nova carreira para os docentes já em atividade.
  6. Estímulo à dedicação exclusiva. Deveria ser estimulado, através de legislação apropriada e clara, bem como através de compensação salarial condizente, que os professores das Universidades públicas sejam, em ampla maioria, docentes doutores em dedicação exclusiva. O regime de 20 horas deve ser considerado como excepcional, e adequado para atrair profissionais que estejam no mercado de trabalho.
  7. Estímulo à inovação. O Plano de Carreira do Magistério Federal (Lei 12.772/2012 e MP 614/2013/PLV 18/2013) deve ser compatibilizado com a Lei de Inovação Tecnológica (Lei no 10.973/2004). No Brasil, atualmente, as instituições que mais têm patentes são as universidades públicas, e são nelas que está a grande maioria dos doutores. Há que se fortalecer a relação entre o ambiente universitário e o ambiente empresarial, para que efetivamente o País avance na inovação, sem prejuízo da função social da Universidade. O atual Plano de Carreira limita no entanto o tempo de participação do pesquisador nessas atividades a um máximo de 240 horas anuais, o que ainda está muito aquém da necessidade do país para a inovação. Deve ser prevista e claramente definida a possibilidade do pesquisador em dedicação exclusiva perceber retribuição pecuniária por colaboração esporádica de natureza científica ou tecnológica em assuntos de especialidade do docente, inclusive em polos de inovação tecnológica, que, no total, não exceda oito horas semanais ou quatrocentos e dezesseis horas anuais, mediante projeto a ser aprovado pelo Conselho Superior da IFES. Essa colaboração não deve isentar o docente de suas atividades de ensino e pesquisa, e deve ser acompanhada através de relatórios periódicos.

A crise atual oferece uma oportunidade de implantação de medidas que permitam às Universidades públicas responder adequadamente aos grandes desafios que emanam de um país com extenso território e grande população, com importantes recursos naturais e rica diversidade cultural, mas que ainda não consegue utilizar esse imenso potencial para construir uma sociedade menos desigual e reforçar seu protagonismo internacional.

A educação de qualidade em todos os níveis é uma peça chave para romper essas barreiras. A conquista desse requisito básico para o desenvolvimento do país depende de uma legislação adequada, e também de um financiamento público responsável. A legislação adequada permitirá que as Universidades possam desempenhar seu papel com amplitude e protagonismo, e o financiamento irá assegurar que as condições necessárias sejam atendidas.

É fundamental que os poderes da República percebam que, como ocorre em outras nações, o financiamento à educação e à pesquisa deve ser reforçado, e não adiado, em momentos de crise, de modo a criar os alicerces de um desenvolvimento econômica e socialmente sustentável.

*Este manifesto, assinado pelos presidentes Helena Bonciani Nader (SBPC) e Jacob Palis (ABC), foi enviado na última sexta-feira (14/08), em formato de carta, aos ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Renato Janine Ribeiro (Educação).

Revista Internacional Interdisciplinar INTERthesis

Ponte Hercílio Luz Florianópolis Santa Catarina

Ponte Hercílio Luz Florianópolis Santa Catarina

Revista Internacional Interdisciplinar INTERthesis é uma publicação semestral vinculada ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina.

Missão: Contribuir com a publicação de estudos interdisciplinares em todas as áreas do conhecimento, em especial as Ciências Humanas.

Qualis-CAPES: na última avaliação de qualidade foi classificada como B2 nas áreas Interdisciplinar e História. Indexada em bases nacionais e internacionais.

A INTERthesis encaminha textos para “avaliação por pares” que estabeleçam o que denominamos de “pontes entre disciplinas” buscando, desta forma, estabelecer uma abordagem interdisciplinar, que é o foco e escopo de nosso periódico.

Manuscritos submetidos que relatam experiências, pesquisas, estudos de caso, revisão de literatura devem fomentar a“análise interdisciplinar” sobre o tema ou área abordado.

Entende-se que o texto submetido deve ser apresentado em formato e linguagem adequados a uma futura publicação como texto acadêmico e/ou técnico científico.

O texto acadêmico e/ou técnico-científico não deve ser apresentado como um “relatório de pesquisa” deve ter conclusões já amadurecidas, ser conciso e consistente.

Os textos devem ter um mínimo de 12 e máximo de 18 páginas, incluindo títulos, resumos, tabelas, figuras, mapas e referências. Exceto as resenhas com no máximo de 06 páginas.

Somente serão encaminhadas para avaliação as submissões que estiverem de acordo com as normas exigidas pela revista e realizadas através do portal.

Serão aceitos artigos escritos em português, inglês ou espanhol com a finalidade de divulgar estudos e investigações originadas em diversos países e facilitar o acesso aos textos originais.

Antes de submeter seu texto, clique aqui para acessar e verificar as “Normas para publicação de artigos”.

Editorial (i-v)
Editores INTERthesis

Dossiê: Animais não humanos: um olhar contemporâneo. Orgs: Drs. Javier
Vernal, Letícia Albuquerque e Fernanda Medeiros
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O que o mercado não mata: uma análise da moralidade especista e a economia
(01-15)
Wesley Felipe de Oliveira,      Alessandro Pinzani
A ética ecofeminista de Karen J. Warren: um modelo de ética ambiental
genuína? (16-41)
Daniela Rosendo,        Tânia Aparecida Kuhnen
Direitos e cuidado para a proteção da autonomia prática de animais não
humanos (42-64)
Maria Alice da Silva,   Tânia Aparecida Kuhnen
Experimentação animal: um combate juridico nas universidades brasileiras
(65-83)
Fernanda Luiza Fontoura de Medeiros,    Letícia Albuquerque
A proteção aos animais e a ampliação do enfoque das políticas
públicas: o caso dos hospitais públicos veterinários (84-101)
Gabriela Cristina Braga Navarro
Animais, divórcio e consequências jurídicas (102-116)
Camilo Henrique Silva
Sobre o olhar antropocêntrico: o ser humano e o jardim zoológico (117-129)
Rafael Speck de Souza,  Letícia Albuquerque

Artigos
——–
Democracia representativa: as críticas de Carl Schmitt (130-146)
Alexandre Franco de Sá
Arendt sobre Hobbes como o verdadeiro filósofo da burguesia (147-156)
Adriano Correia
Estado de exceção: origem e estrutura topológica (157-175)
Lucas Moraes Martins
Adolescência, modernidade e a cultura dos direitos (176-191)
Cristiana Carneiro,     Leila Maria Amaral Ribeiro,     Rita Ippolito
A Emancipação Pedagógica de Jacques Rancière e o Teatro do Oprimido como
re-partilha do sensível (192-208)
Pedro Augusto Boal Costa Gomes, Josaida de Oliveira Gondar
Dinâmicas territoriais e sociedade: uma experiência de pós-graduação
interdisciplinar na Amazônia (209-227)
Hildete Pereira dos Anjos,      Fernando Michelotti
Uma Reflexão sobre o Hibridismo Cultural e o Processo Identitário de
Ciganas Calins Nômades no Rio de Janeiro (228-247)
Maria Inácia D’Ávila Neto,      Cláudia Valéria Fonseca da Costa Santamarina
Namoro: uma relação de afetos ou de violência entre jovens casais?
(248-270)
Marlene Almeida de Ataíde
Construção da cidadania feminina: contribuições do pacto nacional pelo
enfrentamento à violência contra a mulher (271-291)
Simone Cristina Dufloth,        Mariany Freitas de Oliveira,    Maria Isabel Araújo
Rodrigues,      Rosânia Rodrigues de Sousa
Distribuição espacial da desigualdade de gênero no Brasil (292-320)
Patrícia Verônica Pinheiro Sales Lima,  Marina Rocha de Sousa,  Ahmad Saeed
Khan,   Leonardo Andrade Rocha

Ensaios
——–
Da citação do trágico. Notas sobre tradição e intransmissibilidade
(321-336)
Vanessa Cunha Prado D’Afonseca
A construção do campo da Agroecologia e sua relação com o
desenvolvimento rural (337-360)
Paola Maia Lo Sardo,    Rodolfo Antônio de Figueiredo

Traduções
——–
LOSURDO, Domenico. Rivoluzione d’Ottobre e democrazia nel mondo.
Tradução para Língua Portuguesa de (361-374)
Marco Aurélio da Silva

Resenhas
——–
O império do Capital (375-381)
Fabiano Garcia
Tipologias e Arquétipos: a Psicologia Profunda como base para uma
hermenêutica (382-388)
Jactania Marques Muller,        Patricia de Sá Freire
Transfeminismo: Teoria & Práticas (389-394)
Henrique Luiz Caproni Neto.

Lançamento online do livro RuAção.

 Lançamento online do livro RuAção :  Das epistemologias da rua à politica da rua.
Apresento-vos um livro urgente.Carrega consigo a urgência da denúncia de uma sociedade que desperdiça vida e dignidade humanas como se fossem restos de um banquete fatalmente satisfeito de si. Fá-lo de uma maneira brilhante e, por vezes, empolgada, construído por investigadores e investigadoras consciente como poucos da sua responsabilidade social, dispostos a dar as mãos, contra tudo e contra todas, por cima da linha abissal.
Madisson, 24 de novembro de 2014.
Boaventura de Souza Santos
EBOOK :  http://www.editora.ufmt.br/download/ebook_RuAcao.pdf

GPMSE/GEMPO através do SIGPROJ apoiam Evento Homeopatia Popular Comunitária

LOGO ABHP composição e arte Matheus Aurélio e Samantha

LOGO ABHP composição e arte Matheus Aurélio e Samantha

HOMEOPATIA POPULAR COMUNITÁRIA E O CUIDADO COM A VIDA

GPMSE/GEMPO/ABHP

O EVENTO DA ABHP está na Plataforma SIGPROJ. Recebemos hoje o assentimento do envio.

Prezado Luiz Augusto Passos,

Obrigado por enviar a proposta “Homeopatia popular comunitária e o cuidado com a vida” vinculada ao edital “EDITAL Nº 003/EXT/2015 FLUXO CONTÍNUO DE AÇÕES DE EXTENSÃO”. O número do protocolo do envio é 211134.956.47296.27072015. Atenciosamente, Coordenação de Extensão / SIEX”

XV CONFERENCIA NACIONAL DE SAÚDE

XV CONFERENCIA NACIONAL DE SAÚDE

JUSTIFICATIVA DO EVENTO

Mobilização pela partilha das experiências das práticas populares de saúde pelos setores populares organizados, articulação dos educadores em saúde da ABHP com movimentos, serviços e pastorais, zelando por sua formação permanente através das trocas entre setores populares e técnicos, participação na construção da democracia direta necessária ao fortalecimento do controle social, da solidariedade de todos e todas, em favor da saúde em todas as suas dimensões, sanitária, político, simbólica, educativa e ambiental promovendo a implantação da política de educação popular em saúde e sua consequente implementação da portaria 971/2006, que prevê a inserção das PICS´s e demais práticas populares de cuidado e no SUS; universalização dos atenção e direitos da saúde sem restrições, defesa do Programa Mais médicos como política pública de Estado sobretudo nos lugares mais longínquos e abandonados do país; lutar pela erradicação do uso de agrotóxicos e defensivos agrícolas na Amazônia e em todo Brasil; viabilizar pesquisas e incentivo ao uso de produtos agroecológicos sustentáveis e ao acesso de recursos e incentivos com isonomia, que promova melhor qualidade de vida e saúde das pessoas, meio ambiente, animais, águas, florestas e ar. A XV Conferência Nacional de Saúde é o elemento central da manutenção da proposta de manutenção do Sistema Único de Saúde que representa um avanço importante para a manutenção dos direitos humanos, dos direitos constitucionais e dos tratados internacionais. Neste sentido, este evento contribui decisivamente para construção da democracia com acesso de todos e todas, estendido aos mais vulneráveis. A ABHP tem por finalidade, precisamente, construir a partir das práticas populares, incluindo as terapêuticas xamanicas, tradicionais, místicas, a utilização de todas as práticas que na verdade afirmam a identidade e promovem a inclusão e a cidadania dos setores populares, e da identidades étnico-raciais e seu valores.

Maiores informações:

http://abhpopular.com.br

Em memória do Padre Patrick

Friday, July 3, 2015

We are very sorry to tell you that Fr Paudie Moloughney died today, after a long illness.

We extend our sympathies to his family and many friends all over the world.

Join us in praying for the repose of his soul.

 

Companheiro Padre Patrick!  Descansaste nas mãos de quem te deixou vir ao mundo…

 

Cumpriste tua missão:

Queridos amigos! Dear friends!

Patrício é importante na vida de tantas pessoas aqui no Brasil! Com ele aprendemos o verdadeiro significado de comunidade, cristianismo, oração na ação. Ele nos ensinou a olhar para o mundo com benevolência, esperança e responsabilidade; nos ensinou o verdadeiro sentido de rir, cantar e chorar juntos. Muitos de nós estamos dando continuidade em nossas vidas profissionais ao que aprendemos com ele nos trabalhos comunitários. Por esse motivo, sua morte não é o fim, é apenas mais uma etapa na longa jornada da vida.

Paudie is important in the lives of so many people here in Brazil! With him we learned the true meaning of community, Christianity, prayer in action. He taught us how to look at the world with kindness, hope and responsibility; He taught us the true meaning of laughing, singing and crying together. Many of us are continuing in our professional lives what we learned with him in community work. For this reason, his death is not the end, it is just another step in the long journey of life.
Sua, Yours,
Joana

Por isso só tenho orações e desejos que a gente se encontre um dia prá uma prosa e chimarrão:

- falar do Brasil e da contribuição da Teologia da Libertação…

Teu amigo/irmão/sonhador dos tempos do Matão do MT

Nilo & Esposa Edela – Juruena/MT hoje em Palmitos/SC

Saudades…  Descansa em paz!

 

FELIZ 1972
Estávamos em 1972 quando recebi a visita do Milton.
Quem era o Milton? Falar desse cara exigiria dias e dias de histórias. Sabe aquela pessoa que parece estar há anos luz do resto da humanidade? Uma parabólica, antes da parabólica. Uma tarde de papo com Milton equivalia a mil informações. E foi justamente o Milton que veio na minha casa para me convidar a participar de “um tal movimento jovem” que ele, o Padre Patrício e mais alguns jovens estavam começando na Comunidade Eclesial de Base de Vila Penteado, conhecida como igreja da Irmã Franca. A proposta falava de reuniões todos os domingos antes da missa. Comecei a frequentar o movimento, junto com vários jovens, que o Milton tinha pacientemente convidado de casa em casa.
O guru desse movimento jovem na Comunidade da Irmã Franca, como era carinhosamente chamada, era o Padre Patrício. Um padre que tinha chegado da Irlanda e que não era muito mais velho que nós. A empatia foi imediata. Ele nos conquistou com aquele jeitão tão peculiar. Suas brincadeiras, suas risadas, e acima de tudo sua espiritualidade impressionante. Nos mostrou um mundo tão novo, tão especial. Falava abertamente de todos os assuntos. Política, religião. Tudo o que era perguntado, era francamente respondido. Nós tínhamos a vivência de padres sempre velhos, de batina e mau humorados e Patrício usava jeans e andava de moto. Imaginem isso nas nossas cabeças adolescentes.
Logo esse movimento jovem já tinha adquirido uma proporção enorme nas nossas vidas e na Comunidade. As missas lotavam. Cantávamos – sempre sob o olhar severo do Sávio, nosso maestro -. As reuniões em plena ditadura militar eram incríveis. Falávamos de tudo. Política, religião, nossos sonhos. Começávamos a tomar consciência de nós e do mundo. E como o mundo era bem maior que imaginávamos. Aos poucos íamos ampliando nossos horizontes, conhecendo pessoas, entendendo um pouco mais aquele momento que estávamos vivendo. E que momento. A ditadura ia muito bem, obrigada. Pessoas desapareciam. Mas foi a ditadura que – contraditoriamente – nos proporcionou voos mais altos. A partir daquele momento de exceção, abrimos os olhos para o mundo e caímos de cabeça nas lutas sociais. Era interessante como conseguíamos participar de tantas coisas ao mesmo tempo. Passeatas, que quase sempre não terminavam bem e apoios às causas mais diversas.
Naqueles idos a gente nem imaginava que estava escrevendo junto com Padre Patrício e as Comunidades Eclesiais de Base, uma parte importante da recente história do Brasil. E que história mais movimentada.
Hoje, Padre Patrício nos deixou. Partiu para novas esferas. Chegará lá com largo sorriso. Movimentará a galera. Dará compreensão. Conhecimentos. Ampliará horizontes.
Amará. Amará. Amará.
São Paulo, 03 de julho de 2015.

 


Gilnei Nilson

13 h ·

Pastor Nilo Bidone Kolling toda a Paroquia de Sao Pedro aqui de Juruena, agradece ao Sr pelo reconhecimento dessa pessoa com a qual o Sr conviveu por um bom tempo, sabendo que foram muitos CULTOS e MISSAS Ecumenicas que voces dois realizaram juntos……,Inclusive do ultimo culto e da ultima missa que voces dois celebraram juntos tive a grata satisfacao de participar quando da sua visita em nossa Paroquia Luterana Vale do Juruena em Dezembro de 2012 onde voces dois celebraram a Missa na manha e o Culto a noite…..

Tradução livre da mensagem da Ella Coman dirigida a todos nós:

“Para todos vocês no Brasil. Deixe-me fazer um resumo das celebrações que ocorreram para a despedida do Patrício. Tudo começou com Patrício deixando sua casa por volta das 11h desta manhã. Ele foi conduzido à igreja pela Banda Sean Treacy Pipe, da qual o pai de Patrício, Paddy (descanse em paz), foi um dos membros fundadores. A igreja estava cheia de clero, família e amigos de longe e de perto. Foi a missa maisalto astral da qual eu já participei. Estava cheia de orações, histórias, música e risos. A missa durou quase três horas e meia e foi incrível fazer parte disso. Em particular o Brasil e a Nigéria foram incluídos na missa. Patrício foi então conduzido pela Banda para o cemitério do outro lado da estrada onde havia mais música, canções e orações. Uma grande multidão se reuniu de volta à casa do Patrício, onde uma deliciosa refeição quente estava sendo servida a todos. Pessoas conversavam e compartilhavam histórias, se consolado umas às outras. Uma canção foi iniciada, e muitas canções favoritas de Patrício foram cantadas. Patrício teria apreciado esta celebração. Ele deve estar bem orgulhoso da sua celebração de despedida. Todos nós já ouvimos o Patrício dizer muitas vezes que os funerais não devem ser tristes, mas sim celebrações da vida das pessoas, e a vida do Patrício foi definitivamente celebrada em grande estilo. Sim, havia lágrimas nos olhos das pessoas ao redor do globo hoje, pessoas de todo o mundo que conheciam o Patrício há muito tempo ou por tê-lo encontrado uma única vez vão sentir falta dele para sempre, nunca vão esquecê-lo. Nunca haverá outro como o Patrício em nossas vidas, e eu acho que falo por todos que o conhecem. Ele era tudo para todos. Eu realmente espero que os vídeos que eu postei sejam de algum conforto para seus amigos que não puderam estar conosco em pessoa para as celebrações, mas nós aqui sabemos que vocês estavam conosco em espírito. Mencionou-se hoje na igreja que Patrício era único, era diferente, que ele fez coisas de forma diferente do que poderia se esperar, e ele certamente fez o mesmo novamente hoje. Ele teve a maior despedida de todas as despedidas. E ele teria desfrutado cada segundo dela. Obrigada a todos os que fizeram desta uma celebração tão memorável.”

Abraços fraternos,
Joana

To all of you in Brazil. Let me give you a run down on the celebrations that took place for Paudies’s Fare well. It started with Paudie leaving his home around 11am this morning. He was Piped into the church to day by the Sean Treacy Pipe Band which Paudie’s father Paddy (RIP) was one of the founder members. The church was packed with clergy, family and friends from far and near. It was the most up lifting mass I have ever attended. It was filled with prayer, music, stories, song and laughter. The service in the church was almost three and half hours long and was just amazing to be part of it. In particular Brazil and Nigeria were included in the mass. Paudie was then piped to the graveyard across the road where there was more music, songs and prayers. A large crowd gathered back at Paudies home where a beautiful hot meal was giving to everyone. people chatted and shared stories and comforted each other. A sing song started up and lots of Paudie’s favorite songs were sung. Paudie would have enjoyed this celebration. He is well proud of the turn out and send off he received for the celebration. We all have often heard Paudie say funerals are not meant to be sad but to be a celebration of the persons life and Paudies was most definitely celebrated in style . Yes there were tears across the globe today and people all over the world that knew Paudie whether it was a long friendship or a one of meeting with him will miss him forever but will never forget him. There will never be another like Paudie in our lives and I think I speak for everyone who know him. He was everything to everyone. I really hope that the videos that I posted will be of some comfort to his friends who couldn’t be with us in person for the celebrations but we know ye were with us in spirit. It was mentioned today in the church that Paudie was unique, was different, that he did things differently than might expected and he certainly did the same again today. He had the send off of all send offs. And he would have enjoyed every single second of it. Thanks to every one that made it such a memorable celebration.

 

 

 

 

 

 

 

 

Patrício sendo conduzido apara a igreja

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Ella Coman com Adriane Hinkel e Joana d’Arc Batista

Minha homenagem ao amigo continua… Curto as declarações saidosas que o pessoal posta no Facebook Graças a Vida. Telefonemas e mensagens são trocadas…

 

Mas tudo precisa retornar ao ritmo normal! Descansa em paz Patrício! (meu irmão irlandês!)

Nilo